quinta-feira, 7 de abril de 2011

Nosso blog da Ego

Falar em Psiquiatria hoje é falar de uma prática, cujos fundamentos urgem ser recolocados , pois com o advento das medicações e com uma demanda crescente de apêlos pelos mesmos, o campo ficou confuso, pois hoje é sabido que quase todos médicos se autorizam a medicar psiquicamente seus pacientes.
Atendem a demanda por conta, por muitas vezes, de mostrarem serviço e de bem cobrar seus honorários. Convém ressaltar que os chamados psicofármacos não são uma panacéia para todos males das mentes enfermas .E só cuidadosamente devem ser usados , pois convém também saber que todos eles têm efeitos colaterais e podem dependendo do tipo usado , causar dependências.
Nossa idéia então é termos um canal de informações que nos permita esclarecer, trocar e estimular uma participação ativa do público leigo, pois a alienação é um perigo que nos ronda sempre. Um público esclarecido , que chega perto do que coloca pra dentro, é um público que ajuda a consciência da verdade. Chega de tapeação. Nosso corpo e nossa mente são preciosos demais e precisam ser cuidados para nos ajudar a manter a vida num patamar de excelência.
Se os maltratarmos pagamos um preço, em geral alto,pois há sempre reações que causam desconfortos variados .
O tema do psiquismo e seus desequilíbrios é fascinante para quem estuda e ao mesmo tempo , um campo de tanta dor e sofrimento de todos os tipos , e que envolve tantos fatores que toda humildade aí é pouca , principalmente em se tratando da existência dos outros.
Teremos um blog de amplo espectro com assuntos variados e que seja de interesse geral.
Buscaremos uma linguagem simples e direta de tal forma que qualquer dúvida , teremos prazer de imediato responder.
Escolhemos começar pelo que mais polêmica tem causado , ou seja , os psicofármacos.
Em geral , comprimidos considerados revolucionários pelas conquistas que proporcionaram no campo da Psiquiatria ,possibilitaram uma reapresentação do" louco "no imaginário popular não mais como uma criatura violenta e perigosa , que tanto temor causava, mas como um destino do humano que mais requer amor e compaixão do que exclusão e segregação .
O mais surpreendente foi constatar que hoje esta medicação extrapolou e muito os muros dos hospitais penetrando numa ampla camada da população não psiquiátrica, que faz uso frequente de tais medicações. Algo inimaginável algum tempo atrás . Como conceber que a madame bem sucedida e supostamente saudável faria uso da fluoxetina como muitos pacientes fazem.
Consideramos isto uma releitura da vida além das aparências estabelecidas e que nos aproxima a todos enquanto sofredores de seus destinos inexoráveis, e que como protagonistas estamos muito mais próximos do que gostaria nossa divisão de classes sociais.
Talvez estejamos começando a trilhar uma nova ordem que não seja nem de classes , nem de aparências , mas lugares que as trilhas e caminhos psíquicos podem nos levar se não afirmarmos o quanto o viver é um ato a ser ratificado a cada dia e o quanto somos seres do amor .
Amor enquanto consagração da vida e da com-sideração por todos , afinal ninguém vive sózinho.
Precisamos uns dos outros , mesmo que a vida esteja num limite tênue ou cheia de dificuldades em seu exercício ,pois se somos diversidades, em alguns momentos exóticas , nada nos garante , mas nada mesmo , que estes distúrbios que tanto nos assusta nos outros , não pertença à alguma camada de nosso substrato mental.
A seguir : Os psicofármacos , verdades e mitos do tratamento